
TL;DR — Pesquisa do Instituto Locomotiva revela que 50% dos apostadores ainda usam sites ilegais, queda ante 62% em 2025. Apesar de 77% reconhecerem riscos e apoiarem combate ao vício, 63% cobram mais do governo. O estudo foi feito antes das operações de asfixia financeira.
SCCG Take — Operadores regulados devem intensificar campanhas de conscientização junto aos jovens e apoiar ações de enforcement para converter percepção de risco em migração ao mercado legal.
Metade dos apostadores brasileiros continua recorrendo ao mercado ilegal de apostas, mesmo com redução em relação a levantamentos anteriores e alto reconhecimento dos riscos. O estudo “Dimensionando a Incidência de Apostas Ilegais no Brasil”, do Instituto Locomotiva a pedido do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), foi realizado em maio de 2026 e ouviu 2.291 pessoas que apostaram ou jogaram em cassinos online nos três meses anteriores, conforme reportado pela SBC Notícias.
O critério para classificar apostadores ilegais exigiu relato de duas ou mais práticas irregulares, como ausência de reconhecimento facial, falta do domínio bet.br, depósitos via cartão de crédito ou criptomoedas. Com isso, 50% dos entrevistados foram enquadrados como parte do mercado não autorizado, ante 62% no primeiro semestre de 2025 e 55% na segunda metade do ano passado.
Ampliando para pelo menos uma prática irregular, o índice sobe para 77%. A irregularidade mais citada foi apostar sem reconhecimento facial, por 53% dos participantes. Outros 48% usaram sites sem o domínio bet.br, 37% depositaram com cartão de crédito e 23% com criptomoedas. A incidência é maior entre jovens de 18 a 29 anos, com 54%, contra 51% na faixa de 30 a 49 anos e 43% acima de 50 anos. Entre os apostadores ilegais, 51% usam exclusivamente essas plataformas e 36% concentram nelas a maior parte das apostas.
Apesar da adesão, 77% concordam que sites ilegais são mais perigosos por não seguirem normas de jogo responsável, sendo 55% de concordância total. O mesmo percentual considera prioridade combater o mercado ilegal para evitar vício em apostas. Mesmo entre os classificados como apostadores ilegais, 74% apoiam essa prioridade. Já 63% avaliam que o Governo Federal poderia fazer mais, índice que chega a 58% entre usuários de plataformas irregulares. A pesquisa ocorreu antes das operações policiais e mecanismos de asfixia financeira iniciados em junho.
Os números revelam demanda por fiscalização mais intensa. Reguladores e operadores devem priorizar medidas que convertam esse apoio em redução efetiva do mercado não autorizado nos próximos trimestres.
Reporting: SBC Noticias Brasil
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We've been tracking Brazil's regulatory shake-out since day one. This Locomotiva data shows the gap is closing — 50% illegal today versus 62% a year ago — but half the market is still dark. That's both a compliance red flag and a conversion opportunity for our licensed partners who move fast.
SCCG angle: SCCG connects licensed Brazil operators with youth-focused responsible gaming specialists and regulatory affairs advisors across our 545-partner network to design targeted awareness campaigns and coordinate with enforcement agencies — turning this sentiment into market share before the next wave of crackdowns hits.
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